A Apple está roubando tecnologia de empresas menores?

O Encanto Inicial

Soa como um sonho, não é? A gigante tecnológica Apple gosta do seu produto e quer trabalhar em parceria com você. No entanto, para alguns que vivenciaram essa experiência, o cenário revelou-se bem diferente da expectativa inicial. Há acusações de que a Apple utilizou sua robustez financeira e o sistema de patentes dos EUA para derrotar concorrentes de menor porte. A Apple, por sua vez, defende-se afirmando que não rouba tecnologia e que respeita a propriedade intelectual de outras empresas.

O Início da Parceria

Aaron Tilly, repórter da Apple para o Wall Street Journal, nos fornece um panorama. Ele vem ouvindo relatos de pessoas que se sentem ludibriadas depois de firmarem parcerias com a Apple. Um padrão parece se repetir: a Apple identifica um segmento de interesse, começa a estudá-lo e para isso busca conhecer outros players do mercado.

Em várias situações, a Apple abordou uma empresa iniciando uma conversa de parceria, demonstrando interesse em compreender profundamente a tecnologia da empresa em questão. No entanto, essas conversas nem sempre levam a uma aquisição futura.

Experiência da Masimo

Um exemplo dessa situação foi a experiência da Masimo, uma empresa líder na produção de oxímetros de pulso, aparelhos que medem o nível de oxigênio no sangue de uma pessoa. Em 2013, a Apple manifestou interesse na Masimo, sinalizando a possibilidade de integrar os sensores desta em seus produtos.

No entanto, o que ocorreu na prática foi uma suposta ação de recrutamento de funcionários da Masimo por parte da Apple. Em 2019, a Apple publicou uma série de patentes descrevendo tecnologias muito semelhantes às da Masimo. No ano seguinte, lançou a série 6 do Apple Watch, que incluía sensores de oxímetria de pulso.

Para Joe Kiani, CEO da Masimo, essa sequência de eventos faz parecer que a Apple estabeleceu a parceria apenas para aprender o máximo possível e recrutar os melhores funcionários da Masimo, em vez de colaborar efetivamente.

Sede da Apple

A Resposta da Apple

A Apple, por sua vez, defende-se dessas alegações, afirmando que não tem como alvo os funcionários da Masimo e que não copiou sua tecnologia. Além disso, nega as acusações de que não respeita a propriedade intelectual.

O Sistema de Patentes dos EUA

A discussão se intensifica quando observamos o sistema de patentes dos EUA. Segundo ativistas e inventores, o sistema favorece as grandes empresas, especialmente após a aprovação de uma lei em 2011, chamada Lei dos Inventores Americanos.

Esta lei criou o Conselho de Julgamento e Recurso de Patentes, uma instância que permite às empresas acusadas de infração de patente tentar invalidar patentes que consideram emitidas incorretamente. Isso abriu caminho para a Apple desafiar qualquer acusação de infração de patente, tornando-se a maior usuária desse sistema.

Muitos acreditam que a Apple utiliza essa instância de maneira agressiva e avassaladora, buscando anular várias patentes de uma única vez, incluindo algumas que não estão diretamente relacionadas à disputa em questão. O objetivo, segundo esses relatos, seria sobrecarregar pequenas empresas com um volume inadministrável de processos legais.

Afinal, o custo de defesa contra uma dessas reivindicações pode facilmente ultrapassar meio milhão de dólares, e quando várias dessas reivindicações são apresentadas simultaneamente, podem rapidamente sobrecarregar uma empresa de menor porte.

Apesar dessas alegações, a Apple nega que use este sistema para sobrecarregar jogadores menores. No entanto, o debate está longe de terminar e a percepção que fica é de que a parceria dos sonhos pode se tornar um pesadelo para as pequenas empresas.

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Fonte: WSJ YouTube

Marcos Oliveira

Marcos Oliveira

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